outubro rosa

Ela é certamente a campanha de saúde com mais adesão e divulgação internacional. E a força do Outubro Rosa segue crescendo com ações que tomam as redes sociais, os consultórios e até monumentos públicos. E não é para menos. Graças ao movimento, o índice de mortes relacionados ao câncer de mama caiu 40% em pouco mais de 30 anos em todo o Mundo. Ao longo desse tempo, a iniciativa tem conseguido levar informação e conscientização de forma consistente para as mulheres ao redor de todo o globo. E, como resultado, vem ampliando a busca por exames de detecção precoce e, principalmente, proporcionando maior acesso a serviços de diagnóstico e tratamento.

Claro que um sucesso e a abrangência tão ampla não vieram da noite para o dia. Para chegar a um engajamento tão significativo, a iniciativa acumula anos de estrada e esforços conjuntos. Mais precisamente, já se vão mais de três décadas desde que a ocorreu a primeira das ações do Outubro Rosa. O movimento tomou corpo nos Estados Unidos em 1990, quando uma das principais organizações do Mundo voltadas para o combate ao câncer de mama promoveu um grande evento para chamar a atenção sobre o tema. Na primeira Corrida da Cura, em Nova Iorque, foram distribuídas fitas cor de rosa para as participantes.

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Somente sete anos depois, em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi, ambas nos EUA, começaram a celebrar e divulgar ações com foco na prevenção da doença. Foi a partir dessa iniciativa mais efetiva que houve a adesão popular ao chamado “Pink October”, como foi batizada a campanha. A partir daí, o laço rosa se tornou símbolo mundial da luta pela conscientização e pelo diagnóstico precoce do câncer de mama e, mais recentemente, do câncer de colo do útero.

Tristeza transformada em motivação para salvar vidas: a origem do Outubro Rosa

Mas, na verdade, a origem da ideia vem de muito antes, quando Nancy G. Brinker resolveu transformar uma tragédia familiar em luta. Em 1980, Nancy prometeu à irmã em estado terminal que faria tudo o que estivesse a seu alcance para evitar que outras mulheres passassem pelo mesmo sofrimento. Em 1982, foi criada por ela a Fundação Susan G. Komen, pioneira do movimento que tomou proporções globais.

No início, as voluntárias que abraçaram o projeto não tinham mais do que US$ 200 em caixa e uma lista de potenciais doadores. Hoje, a entidade se transformou na principal fonte de financiamento sem fins lucrativos para a campanha contra o câncer de mama. Até agora, a fundação já investiu mais de US$ 2,9 bilhões (quase R$ 16 bilhões) em pesquisas, divulgação em massa, lobby, e programas voltados para a comunidade em mais de 60 países.

Nos primeiros anos, o trabalho da fundação se baseava na disseminação de informação voltada à prevenção. Os principais pontos eram o incentivo para que mulheres fizessem o autoexame das mamas, visitassem regularmente um médico e se submetessem a exames de rastreio, como a mamografia. Com a popularização da campanha, foi escolhido o mês de outubro para concentrar essas ações. Graças à grande mobilização da Corrida da Cura, a campanha ganhou o Mundo e incentivou novas mobilizações.

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Outubro Rosa: prevenção como melhor remédio

A filosofia por trás do Outubro Rosa é a de que cuidados preventivos sempre serão muito mais eficazes do que a detecção tardia da doença. Por isso, o foco do Outubro Rosa segue direcionado aos cuidados capazes de evitar a doença e detectá-la nos primeiros estágios. A razão é simples e os números não deixam dúvidas: o diagnóstico precoce é a garantia de maiores taxas de sucesso no tratamento, que podem chegar a 95% nos tumores em estágios iniciais.

Por isso, a conscientização é ponto-chave, aumentando significativamente as chances de cura e reduzindo mortes que poderiam ser evitadas. No Brasil, apesar das estatísticas alarmantes, a campanha só se tornou oficial bem mais tarde do que nos EUA. O Outubro Rosa só passou a fazer parte do nosso calendário em 2002. Aqui, o câncer de mama responde por 30% dos diagnósticos de todos os tipos de cânceres. Isso faz com que a iniciativa tenha ainda mais importância para as brasileiras, embora homens, ainda que mais raramente, também possam ter a doença.

O forte impacto social do Outubro Rosa no Brasil

Como resultado do Outubro Rosa, a procura por mamografias cresceu 37% no país e a detecção precoce do câncer de mama se tornou questão de saúde pública. A oferta de exames passou a fazer parte inclusive da atenção básica em saúde, com a criação de serviços de referência municipais e até mamógrafos móveis que se deslocam para oferecer o serviço dentro das comunidades. Em decorrência disso, também aumentou a detecção precoce de tumores e a eficácia dos tratamentos, garantindo a cura de muitas pessoas e tratamentos menos agressivos.

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Recomendações de exames obedecem a protocolo

O protocolo para o rastreio de tumores de mama no Brasil segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde. Segundo a entidade, a mamografia de rotina (quando não há sinais clínicos da doença) deve ser realizada a cada dois anos por todas as mulheres entre 50 e 69 anos. Fora dessa faixa etária, o exame deve ser muita bem avaliado pelo médico, já que não evidências científicas de benefícios e existem mais riscos de resultados falso-negativos e falso-negativos, além do maios diagnóstico de tumores que seriam eliminados pelo próprio corpo da paciente e não necessitariam de tratamento. A exposição desnecessária à radiação é outra questão que merece atenção.

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Outra abordagem recente é a de que o autoexame não deve ser indicado como técnica de rastreio do câncer de mama. Pesquisas extensas e bem fundamentadas mostram que a prática é pouco efetiva e pode causar uma ansiedade desnecessária, já que é preciso prática para diferenciar o que são nódulos e o que são estruturas naturais dos seios. Em vez disso, tem se recomendado o incentivo de uma postura mais atenta das mulheres com relação aos seus corpos. Essa estratégia foca no reconhecimento de alterações e no incentivo à procura de orientação médica especializada diante da percepção de algum sinal suspeito.

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