Campanhas nacionais ou mundiais de prevenção vêm ganhando cada vez mais repercussão e adesão ao longo dos anos recentes. De fato, trata-se de iniciativas louváveis e com efeitos sociais de impacto que vêm conseguindo incentivar práticas saudáveis e servir de alerta à sociedade. É o caso do Setembro Amarelo, focado nos cuidados para evitar o suicídio e promovido pela Associação Brasileira de Psiquiatria em parceria com o Conselho Federal de Medicina.

Setembro Amarelo

Apesar dos vários eventos ligados à campanha e da divulgação massiva nos meios de comunicação, é justamente entre a classe médica que a ela precisa de mais apoio. Como o Setembro Amarelo é voltado para questões normalmente presentes em consultórios de psiquiatras, é comum que outras especialidades não deem muita atenção ao tema. Mas a intenção da iniciativa é exatamente quebrar barreiras e trazer o tema para o dia a dia da sociedade e da assistência à saúde de forma geral.

Setembro Amarelo: uma discussão necessária dentro e fora do consultório

Para se chegar a essa abrangência mais ampla, é preciso que o assunto seja discutido e abordado fora de ambientes restritos. Por isso, o apoio geral de profissionais da área, especialmente médicos, é mais do que necessário. Mas como fazer isso na rotina de um consultório que não tem ligação com a área?

Antes de tudo, o maior objetivo da campanha é a divulgação. Desta forma, o simples fato de fazer com que os materiais cheguem aos seus pacientes já é uma ajuda enorme. E isso pode ser feito sem nenhum trabalho, já que o próprio site oficial do Setembro Amarelo disponibiliza uma série de materiais prontos. São pôsteres, panfletos, folhetos e até estampa de camiseta que podem ser impressos e distribuídos em meio digital.

Isso pode ser feito de forma fácil e simples com a ajuda das ferramentas do Gestão DS. A plataforma oferece funcionalidades automatizadas de marketing para otimizar a comunicação com seus pacientes. Assim, a entrega de conteúdos diversos pode ser feita com a ajuda de apenas alguns cliques.

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Setembro Amarelo

O reforço também pode ser feito nas suas redes sociais, já que também há posts em formatos diversos de teor educativo para download e uso livre. Outra forma de distribuir conteúdo é aproveitar a oportunidade para estimular o debate entre a sua base de pacientes. Isso pode ser feito por meio do envio de e-mails propondo reflexões sobre como eles também podem se engajar. Conteúdos elaborados para a campanha, como cartilhas e uma Carta aos Pais, podem ser usados para dar ainda mais peso à necessidade de atenção na prevenção ao suicídio.

Campanha é oportunidade para abordar saúde mental dos seus pacientes

Mas claro que o olho no olho não pode faltar. Por isso, que tal aproveitar cada consulta feita no mês para falar sobre como anda a saúde mental dos seus pacientes e de sua família? Afinal, independentemente da especialidade, esse assunto merece ser abordado em todos os atendimentos. E mesmo que você não tenha capacitação específica, pode se colocar à disposição para dar apoio e orientação e ajudar no encaminhamento a outros profissionais. Muitas vezes, somente o fato de se sentir amparado e acolhido faz com que o paciente fale sobre algum sinal de alerta que merece atenção.

Setembro Amarelo

E especialmente entre os profissionais que atendem a crianças e adolescentes, usuários habituais de álcool e outras drogas, pacientes com dores crônicas e doenças graves e pessoas submetidas a estresses contínuos em casa ou no trabalho, esse cuidado especial precisa ser adotado de forma constante. Por conta do risco aumentado de quadros de ansiedade, depressão, isolamento e vivências de situações que nem sempre são perceptíveis para quem convive com eles, é preciso estar alerta a pequenos sinais.

Alerta para fatores de risco: Setembro Amarelo mostra importância de atenção integral

Além disso, muitas vezes doenças psíquicas não diagnosticadas levam a problemas que são motivos de consultas com especialistas em outras áreas. Portanto, é sempre bom manter um olhar atento e avaliar se o contexto daquele paciente pode estar ligado a um fator de risco para o suicídio.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, não se pode afirma que todo suicídio tem ligação com uma doença mental, nem que toda pessoa com uma transtorno do tipo possa tirar a própria vida. Porém, as estatísticas e os estudos científicos mostram claramente que um problema mental é um fator importante que aumenta os riscos.

Setembro Amarelo

Segundo a entidade, a falta de identificação precoce de transtornos mentais e o tratamento inadequado são pontos fundamentais nas ações de prevenção ao suicídio. Por isso, um dos principais objetivos do Setembro Amarelo é levar às pessoas informações sobre como identificar doenças mentais. Um dos focos é mostrar que elas muitas vezes não tem sinais claros e podem ser dissimuladas. Além disso, a campanha busca também divulgar os tratamentos disponíveis, a efetividade deles e os locais onde se pode buscar ajuda.

A intenção é que, com a ajuda da informação, as pessoas se sintam encorajadas a buscar apoio. Por isso, é importantíssimo que, mesmo se um transtorno psíquico não for a queixa principal, esse aspecto seja abordado com o paciente. Para os médicos em geral, é essencial ter em mente que esse apoio, mesmo de forma indireta, pode estar sendo buscado neles.

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